
Os tratamentos para as pessoas com diabetes são individualizados, ou seja, se o medicamento recomendado for bem adaptado para um pode ser que para outro indivíduo não tenha o mesmo resultado.
Existem casos de pessoas com diabetes tipo 2 que conseguem fazer o controle da glicemia por meio da alimentação balanceada e com a prática de exercícios físicos. Outros casos já pedem a medicação para a manutenção da glicemia sob controle. Quem vai determinar o tipo de medicamento é o médico. Já a dieta e os exercícios físicos pedem acompanhamentos de nutricionistas e educadores físicos.
É importante salientar que os medicamentos não curam o diabetes, mas permitem a manutenção da glicemia dentro dos valores esperados. Eles agem por um período de tempo, a cada vez que os comprimidos são ingeridos ou a insulina é aplicada.
Segundo a Drª. Mariana V. Pereira Porciuncula, Médica Endocrinologista, “para avaliar o paciente, pedimos exames de sangue importantes para diagnosticar precisamente o tipo de diabetes e qual o melhor medicamento”.
Depoimentos em vídeo: Tratamentos com bomba de insulina.
Treinamento online do Sistema Accu-Chek Combo.
"Maturidade é ter o poder de controlar a raiva e de resolver divergências sem violência ou destruição. É ter paciência, disposição para abrir mão de um prazer imediato, com vistas a uma vantagem a longo prazo”.
Muitas pessoas reclamam que o tempo passa depressa, que envelhecemos rapidamente, que perdemos a alegria pela vida. Mas não se dão conta que ganham conhecimento, experiência e consciência de escolher os melhores caminhos. O trecho de um autor desconhecido, em destaque acima, relata um aspecto positivo e pertinente da passagem do tempo. Geralmente, ganha-se a maturidade quando entramos nos trinta anos. E o aprimoramento da mesma só acontece com o tempo.
Uma pessoa expert em maturidade é Maria Inês Rocha Lima Barbosa, administradora de empresa aposentada, com 70 anos, 27 com diabetes tipo 2. Começou a sentir alguns sintomas como moleza, desânimo e falta de energia. Depois de regressar de uma viagem em que os próprios sintomas ficaram mais evidentes, foi ao médico, realizou os exames e veio o diagnóstico: diabetes.
O médico receitou medicamentos orais e, durante seis meses, não surtiram os efeitos esperados. Em seguida, inseriu insulina de ação intermediária. Suas taxas glicêmicas melhoraram e ela permaneceu neste tratamento por alguns anos. Mas, como a insulina tem pico máximo de ação entre 4 e 7 horas, sentia hipoglicemias com muita frequência.
Após três hipoglicemias severas, o médico reavaliou o tratamento e receitou dois tipos de insulina, uma de ação rápida e outra de efeito prolongado. Apesar das hipoglicemias terem diminuído, as taxas de glicemia não conseguiram atingir o parâmetro recomendado ao longo do dia entre 70 a 110mg/dl.
Após esta perceção, há seis anos o médico receitou o sistema de infusão contínua de insulina. “Antes tinha glicemias altas e baixas e sentia dificuldade de conseguir manter o padrão normal das taxas. Quando o Dr. Miguel Hissa receitou a bomba, todas as pessoas que estavam ao meu redor tiveram muita curiosidade e acharam o máximo a terapia”, conta Inês.
“Com o acompanhamento do Dr. Miguel e de uma nutricionista, pude controlar melhor as minhas taxas glicêmicas, não me piquei mais várias vezes ao dia, aprendi a fazer a contagem de carboidratos para me alimentar bem e saber utilizar a bomba de insulina para afinar o tratamento”, explica Inês.
A melhora do controle da glicemia relatada no depoimento da administradora também foi mostrado por 23 estudos de avaliação econômica em saúde pelo Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde, no ano passado. Foi feita uma análise com 950 pessoas com diabetes que comprovam que o sistema de infusão contínua de insulina é mais eficaz no tratamento quando comparada às injeções diárias de insulina. O grupo analisado que utilizava bombas apresentou índices melhores de hemoglobina glicada, ou seja, a média de glicemia durante dois ou três meses.
Dr. Miguel Hissa, Chefe do Serviço de Endocrinologia e Diabetes do Hospital Universitário Walter Cantídio e professor adjunto da Universidade Federal do Ceará, destaca as vantagens da terapia: “a bomba de insulina proporciona mais flexibilidade para as pessoas se alimentarem quando quiserem, mais controle da glicemia, também fornece doses de insulina fracionada durante o dia e muitos pacientes conseguem reduzir em até 25% do consumo da mesma”.
Um exemplo de bomba é o Sistema Accu-Chek Combo, que vem sendo amplamente utilizado pelas pessoas com diabetes nos últimos meses. Dr. Miguel aponta os diferenciais: “a pessoa quando faz os ajustes de bolus não expõe o equipamento ao público devido à comunicação inteligente do Smart Control, sistema inteligente que executa todas as funções do produto de acordo com o comando, sem precisar tocar no equipamento”. A transferência de informações ocorre entre o controle remoto e a bomba, por meio da tecnologia Bluetooth, aumentando muito a segurança.Mas para que o tratamento dê certo, Dr. Miguel alerta que “o paciente precisa estar disposto a fazer contagem de carboidrato a fim de saber o funcionamento dos componentes do alimento no corpo, além de medir a glicemia de quatro a sete vezes ao dia, incluindo também um mês de adaptação do equipamento ao corpo, para ter sucesso no tratamento”.
Essas medidas foram tomadas por Ana Maria de Souza Lima, agropecuarista de 48 anos, 14 anos com diabetes tipo 1. Após o diagnóstico e passar pelo mesmo processo inicial de Maria Inês, Dr. Miguel receitou o Sistema Accu-Chek Combo, que utiliza desde o final do ano passado. “Hoje tenho mais qualidade de vida, pois antes o volume de urina era maior e tinha frequentes dores na região dos rins. Não sinto mais esses sintomas, que são característicos do mau controle”, explica Ana Maria.
“O meu controle glicêmico melhorou muito e hoje tenho mais disposição para trabalhar, sinto que estou com mais energia e diminuiu o meu abatimento. Posso dizer que a bomba transformou a minha vida”, complementa Ana Maria. Com estes depoimentos, podemos concluir que as duas pacientes conseguiram alcançar o sucesso em seus tratamentos, depois de percorrerem um caminho de autoconhecimento e ter experiência em relação ao diabetes. Por isso, a maturidade é um aspecto muito positivo. Se as pessoas conseguirem ter consciência e paciência, a eficiência do tratamento será atingida e poderão viver sem complicação!
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