
Como você já deve saber, controlar o açúcar no seu sangue é importante para evitar hipoglicemia e hiperglicemia – níveis baixos e altos de açúcar no sangue.
Mantendo o açúcar no seu sangue na sua faixa-alvo, você pode atrasar ou evitar complicações a longo prazo. A hiperglicemia pode danificar muitas partes do seu corpo, incluindo olhos, coração e dedos dos pés. A boa notícia é que você, junto com seu médico, pode conseguir reduzir ou até mesmo evitar o impacto das complicações do diabetes na sua vida.
Essas páginas relacionam algumas das complicações mais comuns relacionadas ao diabetes, seus sintomas e tratamentos, e algumas recomendações que o seu médico pode fornecer para ajudá-lo a reduzir o risco.
Tente mover o mundo - o primeiro passo será mover a si mesmo.
Platão
Durante a vida, a maioria das pessoas costuma acomodar-se, refugiar-se em uma “zona de conforto” e, não por acaso, a vida vira uma rotina. A pessoa segue os mesmos caminhos, muitas vezes come as mesmas coisas e desempenha as mesmas atividades profissionais sem notar que a vida é dinâmica e que o inesperado sempre acontece.
Muitas vezes temos a ideia de auxiliar os outros a enxergarem algumas situações, dar conselhos para mudanças, mas quando precisam ser realizadas em nossas vidas...ficamos irritados, sentimos insegurança e ansiedade. É preciso preparar-se continuamente para os novos desafios, vencer os obstáculos e ir sempre em frente.
Os obstáculos sempre estarão nos nossos caminhos, compete a nós mesmos vencermos. Falando em obstáculos, um deles aparece cada vez mais na vida de boa parte das pessoas, quando diagnosticadas com Síndrome Metabólica (SM).
Esse nome originou-se principalmente com a incidência de doenças crônicas ligadas à obesidade. De acordo com a definição da Federação Internacional de Diabetes (IDF), as pessoas apresentam os seguintes critérios para diagnóstico da Síndrome Metabólica:
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Aumento de triglicerídeos |
Maior que 150 mg/dL ou sob tratamento |
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HDL colesterol diminuído |
Menor que 40 mg/dL em homens Menor que 50 mg/dL em mulheres Ou sob tratamento |
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Aumento da pressão arterial |
PA sistólica >/= 130 ou diastólica >/=85 mm Hg ou tratamento de hipertensão já diagnosticada |
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Glicemia de jejum elevada |
Glicemia de jejum >/= 100 mg/dL , ou diabetes já diagnosticado.
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Se o IMC é >30kg/m², obesidade central pode ser considerada presente e a circunferência abdominal não necessita ser medida |
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Uma das características da SM é que as pessoas apresentam resistência à insulina, que ocorre como consequência da gordura armazenada principalmente nos órgãos dos pacientes, originando assim diabetes e hiperlipidemia, ou seja, concentrações elevadas de gorduras no sangue.
Pessoas com excesso de peso ou com aumento de gordura abdominal têm resistência à ação da insulina. Nesta situação, o hormônio não consegue ter sua atividade plena devido às interferências relacionadas ao metabolismo de gorduras, entre outras ações relacionadas ao peso.
De acordo com os dados do IDF, encaminhados pela Dra. Marcia Nery, chefe da Unidade de Diabetes do Serviço de Endocrinologia e Metabologia do Hospital das Clínicas, “com o diagnóstico da Síndrome Metabólica, as pessoas têm um risco três vezes maior de ter um infarto de miocárdio ou acidente vascular cerebral e duas vezes maior de morrer dessas doenças. Têm também risco cinco vezes maior de ter diabetes (se já não presente). E também há probabilidade de desenvolver alguns tipos de cânceres”.
Estima-se que 24% da população adulta norte-americana e entre 50% e 60% na população acima de 50 anos possuem SM. De acordo com uma pesquisa do centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de São Paulo, realizada em 2006, um em cada cinco paulistanos apresentava sintomas da síndrome vinculada à obesidade.
Para reverter o quadro da Síndrome Metabólica, mudanças no estilo de vida são essenciais para o sucesso no tratamento. Dra Márcia enumera: “alimentação balanceada, composta mais de consumo de saladas e frutas e redução de gorduras e açúcares para que a pessoa consiga reduzir de 5% a 10% do peso no primeiro ano, prática de atividade física regular e parar de fumar. Muitas vezes é necessária a medicação para auxiliar a alcançar os objetivos do tratamento”.
“O controle do peso com dieta e atividade física podem mudar o quadro e propiciar o desaparecimento de todos os efeitos da SM, diminuindo assim o risco de diabetes e de doenças cardiovascular”, complementa Dra. Marcia.
Por isso, o destino do tratamento está nas mãos da pessoa diagnosticada com a condição. Se ela quiser diminuir os riscos das doenças associadas, precisa se adaptar às novas condições, alertadas pelo corpo para que possa dar continuidade à rotina e passar por mais um obstáculo, vencendo mais uma batalha no mundo cheio de surpresas e desafios!
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