
Cerca de 246 milhões de pessoas em todo o mundo são portadoras de diabetes e há previsão de que 380 milhões de pessoas desenvolverão até 2025.1 Embora 4% da população mundial seja portadora de diabetes, 2 muitas pessoas sabem muito pouco sobre a doença.
Existem 2 tipos básicos de diabetes:
Um hormônio produzido nas células beta no pâncreas. O corpo utiliza insulina para deixar a glicose entrar nas células, onde é usada para obter energia.
Agora conhecida como diabetes do tipo 1. No diabetes do tipo 1 o pâncreas não produz insulina, ou produz quantidades extremamente pequenas. As pessoas com diabetes do tipo 1 precisam de injeções de insulina para viver.
Agora conhecida como diabetes do tipo 1. No diabetes do tipo 1, o pâncreas não produz insulina ou produz quantidades extremamente pequenas. As pessoas com diabetes do tipo 1 precisam de injeções de insulina para viver.
Muitas pessoas já ouviram falar da tireoide, mas não conhecem seu formato, sua função e os problemas que podem ser ocasionados quando há dificuldade no seu funcionamento.
A glândula controla o metabolismo, a contração cardíaca, a síntese das proteínas, a função intestinal, o amadurecimento do sistema nervoso e o metabolismo dos lípidios, entre outras funções.
Em formato de borboleta, a tireoide fica na região do pescoço e mede 5 cm de diâmetro. Quando as pessoas apresentam sintomas, como indisposição, intestino preso, ganho de peso, a tireoide pode estar funcionando de forma mais lenta. Com todos esses sintomas, os médicos diagnosticam como hipotiroidismo. Porém, se os sintomas forem falta de concentração, perda rápida do peso, insônia, entre outros, pode ser um sinal que a glândula está atuando de forma mais rápida, sendo denominada pelos especialistas de hipertiroidismo.
Para falar sobre esse tema, conversamos com Dr. Miguel Hissa,chefe do Serviço de Endocrinologia e Diabetes do Hospital Universitário Walter Cantídio e professor-adjunto da Universidade Federal do Ceará, e Ariane Moreira, auxiliar de escritório com 28 anos, 18 deles com diabetes tipo1.
Aos 10 anos, Ariane foi diagnosticada com diabetes tipo 1. Mesmo com o início do controle das taxas de glicemia, Ariane continuou a perder peso. Sua médica constatou que havia algo errado. No consultório, a endocrinologista e diretora da ADJ, Dra. Denise Reis Franco acompanhou o caso desde o início e percebeu que havia alteração no tamanho da tireoide e solicitou os exames. Os resultados constataram que era hipertiroidismo.
Dr. Miguel Hissa descreve um pouco mais sobre os sintomas desse distúrbio. “Aumento da frequência cardíaca, mais sensibilidade ao calor, sudorese excessiva, tremor nas extremidades do corpo, desgaste da musculatura com o emagrecimento e protusão do globo ocular, ou seja, quando os olhos ficam sobressaltados”, cita.
A endocrinologista Dra. Denise Reis Franco receitou a iodoterapia, tratamento à base de iodoradioativo, para destruir as células da tireoide que estão produzindo hormônios em excesso.
“Fiz o tratamento em um dia e, em seguida, fiz os exames que constataram que a quantidade de hormônio estava normalizada. Após dois anos fazendo os exames de rotina, a Dra. Denise percebeu que eu estava com hipotiroidismo e já apresentava sintomas como ganho de peso rápido e dificuldade em emagrecer”, explica Ariane.
“Os pacientes com hipotiroidismo têm dificuldade para emagrecer, além da diminuição da faculdade conginitva, com perda de memória, desânimo, intestino preso, aumento do colesterol e sonolência”, enumera Dr. Miguel.
Relação da tireoide e diabetes
As difunções da tireoide estão mais presentes em pacientes com diabetes tipo 1. “A principal causa do hipotiroidismo ou hipertiroidismo é a auto-imunidade. Com o mesmo princípio acometido pelos pacientes com diabetes tipo 1, o organismo começa a fabricar anticorpos que agridem ou destroem a tireoide ou até mesmo estimulam mais o funcionamento da glândula”, acrescenta Dr. Miguel.
Foi o caso da Ariane. Ela conta que existem algumas dificuldades no controle da glicemia nos dois extremos da disfuncionalidade da tireoide. “Com o hipertiroidismo, a glicemia descompensou bem mais quando comparada com hipotiroidismo. Para ter o controle necessário, fiz exames de sangue de três em três meses para conseguir ajustar as doses da medicação dos hormônios”.
Para isso, Dr. Miguel relata um pouco mais sobre o que acontece com a glicemia nos dois casos: “com o hipertiroidismo, há uma elevação dos hormônios da tireoide e também mais facilidade de ocorrência de hiperglicemia. Já no hipotiroidismo, com a diminuição dos hormônios da tireoide, há diminuição de assimilação do carboidrato no intestino e há mais momentos de hipoglicemia”.
Em uma matéria publicada no Portal Diabetes, Dr. Denise Reis Franco destaca estudos que relacionam diabetes e tireoide. “Pesquisas evidenciam uma chance de 25% de pessoas com diabetes tipo 1 apresentarem os anticorpos contra a tireoide que podem estar presentes em doenças como o hipotireoidismo e o hipertireoidismo”, afirma.
Em busca do equilíbrio
Para Dr. Miguel, “principalmente as pessoas com diabetes precisam ter sua tireoide investigada uma vez ao ano. Quanto antes ocorrer o diagnóstico, mais fácil será o tratamento”.
A fim de controlar o hipotiroidismo, Dra. Denise forneceu a medicação necessária para Ariane, que hoje já tem equilíbrio no seu organismo. “Quando há união de informações corretas, tratamento adequado e uma profissional capacitada, as taxas hormonais se tornam adequadas. Muitas vezes nem lembro mais que tenho problema de tireoide. Tenho uma vida normal e faço todas as minhas atividades”, destaca.
Para tudo na vida, precisamos de equilíbrio. Se ignorarmos algo, sofremos diretamente as consequências. O caso da tireoide mostrou o que uma pequena desarmonia acarretou na vida da Ariane. Com muita persistência e competência, a jovem conseguiu gerenciar o problema e trazer a plenitude novamente à vida.
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