
Os tratamentos para as pessoas com diabetes são individualizados, ou seja, se o medicamento recomendado for bem adaptado para um pode ser que para outro indivíduo não tenha o mesmo resultado.
Existem casos de pessoas com diabetes tipo 2 que conseguem fazer o controle da glicemia por meio da alimentação balanceada e com a prática de exercícios físicos. Outros casos já pedem a medicação para a manutenção da glicemia sob controle. Quem vai determinar o tipo de medicamento é o médico. Já a dieta e os exercícios físicos pedem acompanhamentos de nutricionistas e educadores físicos.
É importante salientar que os medicamentos não curam o diabetes, mas permitem a manutenção da glicemia dentro dos valores esperados. Eles agem por um período de tempo, a cada vez que os comprimidos são ingeridos ou a insulina é aplicada.
Segundo a Drª. Mariana V. Pereira Porciuncula, Médica Endocrinologista, “para avaliar o paciente, pedimos exames de sangue importantes para diagnosticar precisamente o tipo de diabetes e qual o melhor medicamento”.
Depoimentos em vídeo: Tratamentos com bomba de insulina.
Treinamento online do Sistema Accu-Chek Combo.
As primeiras semanas de gestação são importantíssimas no desenvolvimento do feto, a maioria dos órgãos está sendo formada.
Se as condições metabólicas forem desfavoráveis, há um maior risco de defeitos congênitos ou abortamento.
Se houver o desejo de engravidar, o diabetes deve estar bem controlado. Recomenda-se atingir e manter níveis glicêmicos “normais” por, pelo menos, três meses antes da concepção.
Depois que a gravidez for confirmada, deve ser aplicado um critério rígido: A glicemia, em jejum, deve estar abaixo de 100 mg/dL e a pós- prandial não deve ultrapassar 120 mg/dL.
O bom controle glicêmico reduz o risco de complicações para a mãe e o bebê.
Alteração da demanda de insulina durante a gravidez
A alteração da necessidade de insulina passa por diversas fases durante a gravidez e depois do parto
Nas primeiras semanas, a demanda de insulina pode diminuir e muitas mulheres queixam-se de hipoglicemia, especialmente na primeira metade da noite.
Durante a 12ª e 14ª semanas, a necessidade de insulina tende a aumentar lentamente e, na maioria dos casos, volta a subir depois da 20ª semana. O pico é alcançado quando se aproxima a hora do parto.
Durante o trabalho de parto a necessidade de insulina diminui acentuadamente. Após o parto, a demanda é notavelmente mais baixa do que antes da gravidez e começa a crescer lentamente durante os primeiros dias e semanas após o parto. A maior parte do tempo a demanda flutua ao redor de níveis semelhantes aos de antes da gravidez.
Se decidir pela amamentação, a necessidade de insulina durante esse período pode diminuir para níveis inferiores aos que existiam antes da gravidez.
Como se vê, a demanda por insulina muda várias vezes durante a gravidez, e nem sempre é fácil conseguir um bom controle metabólico. Sugestões:
1) É importante estar sempre bem informado, não apenas quando chegar à hora de controlar o diabetes. Converse com seu médico em caso de dúvidas.
2) Há necessidade de monitoramento da glicemia capilar. Às vezes, são necessárias de oito a dez glicemias por dia.
3) É necessário estabelecer um tratamento flexível para poder agir em tempo hábil às variações de insulina. A terapia com bomba de insulina poderá ajudar.
4) Apesar de todo o cuidado e da checagem freqüente da glicemia, nem sempre é possível evitar completamente valores de glicemia diferentes do esperado. Ás vezes não há motivo para preocupar-se e nem ficar se culpando. Converse regularmente com seu médico sobre os valores de glicemia.
Por quê usar a bomba de insulina?
Ter um estrito controle metabólico, mesmo antes da gravidez, prepara melhor a chegada do bebê e nem sempre é fácil conseguir.
Se a gravidez é vigente ou recorrente é difícil manter o nível glicêmico dentro do esperado, apesar das boas intenções.
Náuseas e demanda flutuante de insulina, muitas vezes, causam oscilações nos níveis glicêmicos.
Mesmo com freqüentes injeções de insulina esses problemas não são resolvidos.
Esse descontrole metabólico pode gerar insegurança, ansiedade e, freqüentemente, consciência “pesada”.
O resultado é que, hoje em dia, muitas mulheres com diabetes optam pelo uso de bomba de insulina antes ou durante da gravidez, para ajudar na manutenção do controle metabólico dentro do recomendado e permitir-lhes aproveitar a gravidez com a maior serenidade.
• As necessidades basais de insulina são atendidas plenamente; é possível programar até 24 diferentes taxas basais que podem ser adaptadas no decurso da gravidez.
• Quanto mais avança a gravidez, maior a dificuldade para dormir bem. Com a bomba de insulina não é necessário levantar-se para aplicar insulina como ocorre na terapia convencional.
• Se forem necessários bolus, é possível aplicar insulina extra sem usar injeção. Isso também é possível quando se deixar dominar por um apetite insaciável e necessitar de correções.
• Esta terapia permite ter mais liberdade e flexibilidade na vida diária, algo que também gostaria de ter, mesmo depois do parto.
Iniciar a terapia com bomba de insulina o mais cedo possível
As primeiras semanas são cruciais. Durante esse período, quando normalmente se constata a gravidez, tem início a “organogênese”. Os órgãos do feto estão sendo formados. Durante o segundo trimestre da gravidez é quando, principalmente, o cérebro e o sistema nervoso se desenvolvem.
Por isso, o bom controle metabólico é importante desde o primeiro dia de gestação. Os médicos sempre aconselham as mulheres com diabetes para que planejem a gravidez e tentem conseguir manter um valor normal de A1c antes de tentar engravidar. Essa melhora pode ser conseguida, mais facilmente, com a bomba de insulina.
Nunca é tarde para passar a usar a bomba de insulina durante a gravidez. Mas, quanto antes se iniciar essa terapia, melhor será para a mãe e o seu bebê.
O dia-a-dia durante a gravidez, com bomba de insulina
O que significa usar uma bomba de insulina diariamente, durante a gravidez?
Há muitos aspectos práticos a considerar:
Conjuntos de infusão – Uma ponte segura
Durante a terapia não há necessidade de aplicações freqüentes de insulina com seringa ou caneta. Ao invés disso, será necessário trocar o conjunto de infusão a cada 2 ou 3 dias.
As cânulas para o conjunto de infusão são feitas de Teflon e finíssimas, adequadas para o tipo de pele durante a gravidez.
A cânula pode ter de 8, 10, 13 e 17 mm de comprimento, dependendo do tipo de conjunto de infusão adequado a espessura da pele. Não há a menor possibilidade de que ela venha ferir o bebê.
Capa diferentes para transportar a bomba de insulina
A bomba de insulina é um companheiro constante. Precisa ser confortável e seguro usá-lo, seja qual for à situação.
Existe uma grande variedade de capas que podem ser usadas.
Também pode ser colocado no bolso da calça ou na alça do sutiã, num delicado saquinho de algodão.
À noite, poderá ficar preso na barriga por uma cinta de algodão, ou embaixo do travesseiro.
Monitoramento glicêmico
O controle glicêmico é crucial durante a gravidez e deverá ser monitorado regularmente.
Podem ser necessárias de oito a dez testes por dia, conforme orientação médica.
Flexibilidade na alimentação
Uma das grandes vantagens da bomba de insulina é a alta flexibilidade.
Com a bomba de insulina há contínuo fornecimento de micro doses de insulina de ação ultra-rápida, os horários das refeições podem ser distribuídos e suprimidos como desejar.
A terapia não lhe autoriza comer o quê e quanto quiser.
Recomenda-se conversar com seu médico e /ou nutricionista sobre o plano alimentar mais adequado.
Tecnologia segura
Uma bomba de insulina não é uma “máquina de insulina” que assume o controle total do suprimento de insulina. Realizará apenas as funções programadas.
As bombas de insulina da Roche Diagnóstica Brasil são equipadas com um abrangente sistema de segurança para que o fornecimento de insulina aconteça sem sobressaltos.
Sua bomba de insulina terá diferentes alarmes e mensagens de erro para alertar sobre possíveis problemas. Por exemplo, quando o cartucho ou a bateria estiver acabando, ou se houver algum outro motivo que possa interromper o fluxo de insulina.
O Parto e o Pós-Parto
A bomba de insulina também pode controlar o fornecimento de insulina durante o parto normal ou cesárea e não precisa ser removido.
E depois? Quase todas as mulheres com diabetes, que decidiram usar bomba de insulina antes ou durante a gravidez, continuam a usá-la mesmo após o nascimento do bebê.
A necessidade de insulina que, às vezes, flutua muito durante a amamentação, também pode ser mais facilmente controlada.
E, se o novo membro da família virar do avesso a rotina diária, um suprimento flexível de insulina irá ajudar, em muito, a nova rotina.
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