
Os tratamentos para as pessoas com diabetes são individualizados, ou seja, se o medicamento recomendado for bem adaptado para um pode ser que para outro indivíduo não tenha o mesmo resultado.
Existem casos de pessoas com diabetes tipo 2 que conseguem fazer o controle da glicemia por meio da alimentação balanceada e com a prática de exercícios físicos. Outros casos já pedem a medicação para a manutenção da glicemia sob controle. Quem vai determinar o tipo de medicamento é o médico. Já a dieta e os exercícios físicos pedem acompanhamentos de nutricionistas e educadores físicos.
É importante salientar que os medicamentos não curam o diabetes, mas permitem a manutenção da glicemia dentro dos valores esperados. Eles agem por um período de tempo, a cada vez que os comprimidos são ingeridos ou a insulina é aplicada.
Segundo a Drª. Mariana V. Pereira Porciuncula, Médica Endocrinologista, “para avaliar o paciente, pedimos exames de sangue importantes para diagnosticar precisamente o tipo de diabetes e qual o melhor medicamento”.
Depoimentos em vídeo: Tratamentos com bomba de insulina.
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Algumas exigências e condições devem ser atendidas para que o tratamento com bomba de insulina seja simples e bem-sucedido.
Pré-requisitos e indicações para tratamento com a bomba de insulina
Um pré-requisito indispensável para esta opção é que a terapia intensiva com insulina esteja embasada em:
• Paciente faça terapia com múltiplas injeções diárias de insulina (MDI);
• Checagens freqüentes da glicemia (mínimo 4 vezes por dia) e registro dos valores;
• Desejo de conhecer os fundamentos da terapia com a bomba de insulina.
O uso da bomba de insulina para estabilizar a glicemia é especialmente útil nas seguintes situações:
• Elevação da glicemia em jejum (pela manhã: fenômeno do amanhecer);
• Hipoglicemia freqüente, especialmente à noite;
• Reduzida percepção de hipoglicemia;
• Oscilações glicêmicas de difícil controle;
• Baixa necessidade de insulina;
• Horários de trabalho alternativos ou trabalhadores de turno;
• Complicações crônicas do diabetes.
Também são indicações:
• Mulheres com diabetes antes e durante a gravidez
• Pessoas com necessidades muito pequenas de insulina (crianças e bebês)
Vantagens da terapia
• O fornecimento de insulina não relacionado à alimentação que atende as necessidades básicas durante o dia mas, especialmente, à noite e na madrugada;
• Níveis glicêmicos reduzidos em jejum e de A1c (Hba1c);
• Padrão mais uniforme dos níveis glicêmicos;
• Número reduzido de episódios graves de hipoglicemia e, em alguns casos, melhora a percepção da hipoglicemia;
• Baixa demanda de insulina (baixa até 25%);
• Melhor controle metabólico frente ao estresse físico, alteração das condições de trabalho e do biorritmo;
• Risco reduzido de complicações do diabetes de longo prazo;
• Melhor qualidade de vida, graças à liberdade e flexibilidade, ao comer e nas atividades físicas.
Desvantagens da terapia
• Se o usuário não monitorar adequadamente sua glicemia, falhar na correção dos níveis glicêmicos elevados, e/ ou se a correção for inadequada, aumenta o risco de descompensação metabólica grave - cetoacidose. No entanto, a experiência dos últimos anos mostrou que se os usuários forem bem treinados, a cetoacidose ocorre tão raramente quanto para os portadores de diabetes que injetam insulina;
• Além disso, a incidência de problemas no local da inserção do conjunto da infusão (inflamação, etc.) é significativamente reduzida devido a qualidade dos materiais do conjunto de infusão e medidas preventivas adequadas (desinfecção da pele no local da inserção, troca regular do conjunto de infusão).
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