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Dr. Explica

Viver saudavelmente. É com isso que a Accu-chek se importa. Por isso, abrimos esse espaço para manter você muito bem informado.

Bem-estar é a nossa palavra-chave. No Dr. Explica, você encontra matérias e entrevistas interessantes sobre temas relacionados à saúde e diabetes, entre dicas, cuidados e nutrição.

Os desafios da aplicação da insulina

*Juliana Souza

O tratamento do diabetes inclui a aplicação de insulina para as pessoas na condição tipo 1 e em alguns pacientes tipo 2. Porém, a utilização do medicamento deve ser feita da forma correta para o tratamento ter resultado eficaz, incluindo desde o armazenamento até a aplicação. A seguir, abordamos o passo a passo desse processo e esclarecemos as dúvidas para contribuir com o melhor controle da glicemia.

Armazenamento

A insulina que está em uso pode permanecer em temperatura ambiente, desde que esteja protegida da luz e em variações muito grandes de temperatura. Por esse motivo, podemos manter as canetas de aplicação fora da geladeira, dentro da bolsa, desde que não sejam expostas ao sol.

As insulinas que não estão sendo utilizadas deverão ser refrigeradas a fim de preservar sua ação.

Para transportar em viagens longas, devem ser utilizadas embalagens térmicas. Se a opção for isopor, é recomendável usar gelo reciclável e impedir o contato direto da insulina com o gelo, fazendo uso de papelão ou placas de isopor.

Uma vez aberto o frasco de insulina, deve ser utilizado no período de 28 dias.

Preparo da insulina

As insulinas do tipo NPH (leitosas) precisam estar homogêneas, ou seja, misturadas de forma delicada para evitar o acúmulo de bolhas dentro do frasco que podem dificultar o preparo para aplicação.

Nas insulinas armazenas em frascos, que necessitam da utilização de seringas para a aplicação, indica-se introduzir no frasco ar antes da retirada de insulina, com o intuito de evitar a pressão contrária, principalmente quando realizará a mistura de dois tipos de insulina na mesma seringa.

Após a introdução do ar na posição vertical, vira-se o frasco e retira-se a mesma quantidade de insulina, extraindo as bolhas da seringa com pequenas batidas no corpo da mesma. Ao retornar o frasco na posição inicial, proteja a agulha para preparar o local a ser aplicado.

Locais de aplicação:

O tecido escolhido para fazer a aplicação da insulina é o subcutâneo. Os locais mais fáceis para atingir esse tecido são: abdômen, coxas, braços e nádegas.

Braço: aplicar na região posterior externa do braço, no espaço entre três dedos abaixo do ombro e três dedos acima do cotovelo,
Abdômen: aplicar nas regiões laterais direita e esquerda distante três dedos do umbigo. Não é recomendado aplicar acima e nem abaixo do umbigo.
Coxas: aplicar na região frontal e lateral superior da coxa, no espaço entre três dedos abaixo da virilha e três dedos acima do joelho.
Nádegas: aplicar na região superior lateral externa do glúteo.

O rodízio de aplicação é de extrema importância para evitar a lipodistrofia, ou seja, a alteração no tecido gorduroso que pode deformar a pele e dificultar a ação da insulina naquela região.

Para evitar que o tecido muscular seja atingido, fazemos a prega cutânea, aquele beliscão, que concentra uma maior quantidade de tecido subcutâneo e garante uma aplicação correta.

Hoje em dia, temos diversos tipos de tamanhos de agulhas, e a escolha deve ser feita através do seu índice de massa corpórea.

Temos as apresentações de 12,7 mm, 8mm ou 5mm.

A agulha de 12,7mm é indicada para pessoas acima do peso ou obesas. Já os adultos de peso normal ou magros e as crianças podem utilizar as agulhas de 8mm ou 5mm,  sendo que esta última dispensa a prega cutânea. A aplicação deve ser feita sempre no ângulo de 90 graus quando usamos o tamanho de agulha adequado.

Muitas pessoas têm dúvidas sobre a aplicação de insulina realizada com Sistema de Infusão Contínua (SIC) de insulina, principalmente quanto aos locais de aplicação. O cateter pode ser instalado no tecido subcutâneo do abdômen, da coxa, do glúteo ou do braço, assim como a aplicação com seringa ou caneta. A maioria das pessoas prefere a região do abdômen, por ser maior, de melhor visualização e ter uma maior área para fazer rodízio.

O local da aplicação deve ser imperceptível. Se sentir algum incômodo, verifique se o local está irritado, vermelho e se a aplicação está correta, pois a cânula é fina e flexível, introduzida com a ajuda de uma agulha, que, após a instalação da cânula no tecido subcutâneo, é retirada. Por esse motivo, o paciente não deve sentir desconforto, mesmo ao realizar exercícios físicos.

A aplicação de insulina não deve ser encarada como algo sofrido, dolorido. Ao contrário disso, é graças a essas “picadinhas” que a pessoa com diabetes pode e deve ter uma vida normal, graças à insulina, descoberta há menos de 100 anos. Por meio desse medicamento, a pessoa com diabetes pode escolher o que comer, que exercícios realizar, que horários seguir. Enfim, devido a ela temos a liberdade de viver a vida como desejarmos!

 

*Juliana Souza

Enfermeira e Educadora em Diabetes

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