
Depois de diagnosticado o diabetes, nosso desafio é manter um padrão de vida saudável. Mas não é tão difícil como parece.
Aqui você vai conhecer e se identificar com histórias de quem superou as dificuldades iniciais e hoje tem uma rotina completamente normal. Aproveite para adotar dicas de alimentação e hábitos melhores. Novas descobertas são sempre bem-vindas.

É muito comum estarmos em um shopping e nos depararmos com a cena de uma criança em uma loja de animais com aquela carinha "pidona" por um bichinho de estimação. É normal que o público infantil se apaixone por algum tipo de animal de estimação, como cão, gato, passarinho, hamster, tartaruga...
Mas, sempre cabe aos pais a decisão de ceder aos pedidos dos filhos. A chegada de um pet em casa influencia toda a rotina familiar, afinal são seres vivos que merecem ser tratados e respeitados no seu espaço.
Foi o que ocorreu com Isabella Helena Gomes Rodrigues, de 6 anos, há dois anos com diabetes tipo 1. Alguns meses após o diagnóstico do diabetes, a menina estava andando em um shopping quando se deparou com um gato persa. Foi paixão à primeira vista, sua mãe Helena não conseguiu recusar o pedido e cedeu.
Assim que chegou em casa, o gato apelidado de Fofinho foi adotado como um filho por Isabella que já tinha um canário do reino e, após um ano, ganhou um hamster e outro passarinho da mesma raça. Todos vivem em harmonia em sua casa.
Segundo Helena, "Isabella abstraiu o foco do diabetes e começou a cuidar de Fofinho como se fosse um filho, pois a orientei a trocar a água e alimentar o novo membro da família. Isabella também brinca com ele como se Fofinho fosse seu paciente, simulando até alguns exames".
Esse comportamento é explicado pela psicóloga Luzidea Almeida, professora assistente do departamento de pediatria da Unifesp, na disciplina de endocrinologia pediátrica. "Quanto menor é a criança ao adquirir um bichinho, melhor para a adaptação, para aprender a cuidar do animal e para vê-lo como um ser que precisa dela para viver", afirma.
"Essa interação da criança com o animal gera prazer, um vínculo de apego e relaxamento no seu ambiente familiar. Além disso, as crianças retiram o foco da condição, pois têm um ser que lhes proporciona, muitas vezes, uma atividade lúdica", acrescenta Luzidea.
Helena relata que antes de Isabella ter o seu gato, evitava comer para não injetar insulina e medir a glicemia. "Minha filha ficava chateada, tinha pena de si mesma, sentia-se torturada toda vez que tinha de se picar e não conseguia aderir ao tratamento. Com a chegada de Fofinho, ela se sente mais responsável e, hoje, chega a aplicar a insulina sozinha na coxa e não reclama em medir a glicemia sete vezes ao dia".
Fofinho é o centro das atenções quando alguém de fora da família chega em casa. "Ela mostra o gato para todas as visitas e leva foto dele para as coleguinhas a fim de contar tudo o que faz com ele", explica Helena.
O Dr. Marcos Fernandes, veterinário homeopata, relata que "o senso de responsabilidade é positivo para a criança que aprende a limpar as fezes e a urina, a alimentar e a satisfazer as necessidades de animais de estimação, como passear, por exemplo".
"Mas é importante ressaltar que, para escolher um pet, é necessário sempre estudar as raças dos cães e gatos antes de adotá-los para que haja harmonia na família e isso não proporcione momentos de ansiedade", alerta Marcos, acrescentando que "o gato persa é como o Garfield, que se celebrizou pela sua acentuada preguiça, é amoroso, apegado ao dono, calmo e bem delicado; ótimo para apaziguar o ambiente familiar".
Para finalizar vale ressaltar um conselho de Luzidea, "o animal não pode ser uma muleta, pois a criança precisa aprender desde cedo a se cuidar e ler os sintomas do corpo quando está com hiper ou hipoglicemia. Também é importante que os pais ajudem nessa harmonia familiar, por meio da informação e apoiem seus filhos para que esses consigam conviver melhor com a condição. O auxílio multidisciplinar dos profissionais de saúde é essencial para que a criança e o adolescente consigam visualizar o diabetes de forma mais leve".
Labrador avisa menina diabética quando taxa de açúcar se altera
DA BBC BRASIL
Um cão labrador treinado para detectar a queda do nível de açúcar no sangue de seres humanos vem ajudando uma menina britânica de 6 anos a evitar entrar em coma por causa de diabetes.
A cadela Shirley é um dos dez cães treinados pela entidade beneficente Cancer and Bio-detection Dogs para alertar diabéticos quando sua condição se deteriora e mora há quatro meses com a pequena Rebecca Farrar, que tem diabetes tipo 1.
"Ela salva a minha vida", diz Rebecca, que é a primeira criança a receber um cachorro para detectar sua doença. "Ela é minha melhor amiga."
Shirley é capaz de sentir uma mudança de odor exalado pelo corpo de Rebecca quando sua taxa de açúcar cai ou sobe a níveis alarmantes.
O cheiro não é detectado por seres humanos e é um sinal emitido pelo corpo antes de outros mais aparentes, como palidez.
Ela então começa a lamber os braços e as pernas da menina para alertá-la. Desta forma, a menina ou sua mãe têm condições de tomar providências para evitar um colapso.
Mais informações, acesse: http://caoamor.blogspot.com/2010/06/caes-de-trabalho-faro-canino-detecta.html
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