
Depois de diagnosticado o diabetes, nosso desafio é manter um padrão de vida saudável. Mas não é tão difícil como parece.
Aqui você vai conhecer e se identificar com histórias de quem superou as dificuldades iniciais e hoje tem uma rotina completamente normal. Aproveite para adotar dicas de alimentação e hábitos melhores. Novas descobertas são sempre bem-vindas.
"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las."
Voltaire
Os meios de comunicação estão cada vez mais interativos. A comunicação possibilita que as pessoas se organizem, definam objetivos, executem tarefas, compartilhem ideias, tomem decisões e resolvam problemas. Mesmo sem saber, o escritor e filósofo Voltaire não imaginava o poder que as palavras poderiam ganhar com a criação da internet e das redes sociais.
Segundo pesquisa realizada no fim do ano passado pelo Ibope Nielsen e Interactive Advertising Bureau Brasil, 54% dos usuários brasileiros de redes sociais costumam visitar as páginas mais de uma vez ao dia e, em sua maioria, fazem isso de casa, o que corresponde a 98%.
Com tamanha diversidade de mídias, como Orkut, Facebook, Twitter, Linkedin, entre muitos outros, abrem-se possibilidades para o aprendizado em rede, o que já ocorre há mais tempo e com sucesso em países como Japão e Inglaterra. Nos espaço virtual, muitos grupos com o mesmo interesse se formam nas redes sociais, o que propicia aprendizado e compartilhamento de informações.
Este foi o caso da professora Nicole Lagonegro, mãe da Maria Vittoria, 7 anos, dois anos e meio com diabetes tipo 1. Nicole criou a comunidade Minha Filha Diabética_SP no Facebook com o intuito de “trocar informações do dia a dia com pessoas que também tenham filhos com diabetes ou que também tenham a condição, compartilhar novidades, além de tirar dúvidas, trocar experiências e buscar conforto com alguém que passa pela mesma situação”, afirma.
Nicole utiliza as redes sociais há cerca de oito anos e se identifica mais com o Facebook, por conseguir encontrar pessoas que tenham o mesmo propósito de compartilhar as informações. Além disso, é uma das participantes mais atuantes do espaço Bate-Papo Diabetes, criado pela Dra. Bibiana Colenci. Os usuários compartilham as informações e tiram dúvidas com outras pessoas com diabetes e com médicos que estão afiliados à comunidade, via chat em tempo real.
Além disso, Nicole possui o Blog Minha Filha Diabética no endereço: http://minhafilhadiabetica.wordpress.com/. Costuma utilizar a página como um diário para documentar o dia a dia de sua filha e sua relação com o diabetes. Já seu twitter http://twitter.com/minhafilhadiabe é mais utilizado para chamar a atenção da sua rede de contatos para o blog e, ao mesmo tempo, contatar pessoas e associações de seu interesse.
Por meio das redes sociais, Nicole tem consciência que já ajudou muitas pessoas, pois sempre indica associações, médicos conhecidos que atendem pacientes com diabetes, tira dúvidas sobre a condição e explica como conseguir os insumos pelo governo.
Além disso, quando decidiu que sua filha iria utilizar o Sistema Accu-Chek Combo, popularmente chamado de bomba de insulina da Roche, conseguiu solucionar as dúvidas por meio das redes sociais, principalmente pelo Blog.
Vida real
Conviver bem com o diabetes é conhecer todas as possibilidades de suporte e apoio das pessoas que tenham a condição, de forma a expressar e construir maneiras de lidar com a doença de forma saudável. Por isso, as pessoas precisam saber selecionar os meios que possibilitem mais bem-estar e que estão mais próximos da rotina.
Esta foi a escolha de Athayde Leite de Sá, biomédico, com 29 anos, 7 deles com diabetes tipo 1. “Por dois anos, sofri preconceito dentro da faculdade enquanto fazia o mestrado, pois precisava me alimentar nos horários corretos e sentia hipoglicemias. Uma das pessoas muito ligada a mim sugeriu que desistisse da ideia do doutorado, pois a condição poderia me prejudicar. Na época, entrei em depressão, sentindo incapaz de realizar o meu sonho”, conta.
Há quase dois anos, resolveu montar seu blog http://www.diabeticoluta.blogspot.com. “Criei este meio de comunicação para combater o preconceito que as pessoas com diabetes podem sofrer. Resolvi enfrentar esta situação por meio da divulgação da informação, pois muito se fala sobre a doença, mas não se leva em conta o paciente, os cuidados necessários, os riscos e o esclarecimento sobre as diferenças entre diabetes tipo 1, 2 e gestacional”, relata Athayde.
“Por meio do blog, tive a chance de me ajudar e auxiliar outras pessoas com a condição, o que contribuiu muito a superar todos os problemas, passei a lutar não só por mim, mas por todas as pessoas com diabetes. Não pretendo fazer doutorado agora, pois estou envolvido com alguns projetos, mas hoje em dia eu cogito fazê-lo mais para frente”, adiciona Athayde.
A escolha de Athayde vai de encontro às opções que as pessoas têm para direcionar seus caminhos. Ele escolheu o suporte das redes sociais para explicar suas emoções, frustrações, acontecimentos de sua vida a fim de encontrar pessoas que também tenham o mesmo propósito de amenizar a dificuldade e conviver melhor com a condição.
Assim, a busca por apoio estabelece formas variadas de conexão, formando verdadeiras redes sociais que ajudam as pessoas a enfrentar as dificuldades e conquistar a qualidade de vida tão desejada por todos.
Por isso, Voltaire estava certo ao dizer que todo ser humano tem o direito de expressar ideias, sentimentos, informações e decisões. Só não sabia que a palavra iria ter o poder transformador da atualidade.
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