
Depois de diagnosticado o diabetes, nosso desafio é manter um padrão de vida saudável. Mas não é tão difícil como parece.
Aqui você vai conhecer e se identificar com histórias de quem superou as dificuldades iniciais e hoje tem uma rotina completamente normal. Aproveite para adotar dicas de alimentação e hábitos melhores. Novas descobertas são sempre bem-vindas.

Quando está tudo bem, o ser humano deseja que nada mude. Quer uma juventude que não acabe, um fim de semana prolongado, a saúde e a disposição de uma criança brincalhona...
O equilíbrio emocional da pessoa com diabetes e de seu parceiro ou parceira determina a vida sexual. O relacionamento a dois envolve quase que uma infinidade de fatores, como crenças, valores, educação recebida, necessidades emocionais e sexuais, sentimentos, entre outros aspectos.
O comportamento e o controle glicêmico determinarão a qualidade de adaptação ao diabetes. Para uma vida sexual equilibrada, a pessoa com diabetes deve encarar a condição como mais uma questão rotineira que o ser humano passa por toda a vida, sem sobrecarregar seu lado emocional.
Manter-se ativo e alerta, com bom humor preserva a saúde e o estado mental. Para proporcionar mais dicas sobre a vida sexual da pessoa com diabetes, o Portal Accu-Chek entrevistou Carla Cecarello, psicóloga, sexóloga e coordenadora do projeto AmbSex (Ambulatório de Sexualidade), uma iniciativa que leva à população informações sobre sexualidade, qualidade de vida e distúrbios sexuais e seus tratamentos.
Accu-Chek: O que é sexualidade?
A sexualidade não se limita ao ato sexual, está relacionada com o comportamento social também. Devemos considerar a influência da própria sociedade, além dos aspectos religiosos e culturais. Uma vida sexual satisfatória impacta positivamente na qualidade de vida.
Accu-Chek: Quais são os problemas que os casais enfrentam no relacionamento sexual?
Alguns fatores influenciam mais o relacionamento, como mesmice, situação financeira, discórdia e interferência dos familiares, que ocasionam disfunções sexuais, como a falta de ereção e orgasmo, dor na relação, falta de desejo, entre outros.
Accu-Chek: A obesidade influencia a vida sexual das pessoas? Por quê?
Sim. Isso porque a pessoa normalmente se sente menos atraente. Além disso, dependendo do grau da obesidade da pessoa, atrapalha bastante na agilidade e na movimentação na hora da relação.
Accu-Chek: A obesidade leva também ao diabetes. Quais são as dificuldades que uma pessoa com diabetes pode ter em relação à vida sexual?
O diabetes por si só não provoca dificuldades sexuais, se não houver mau controle das taxas glicêmicas, depressão, falta de autoestima. Por isso, é importante analisar outros fatores como timidez, brigas no relacionamento, falta de interesse um pelo outro, competição entre o casal, imposição de opiniões, por exemplo. Quando há falta de controle glicêmico, geralmente as pessoas com diabetes apresentam problema de ereção, no caso dos homens, e diminuição da lubrificação, no caso das mulheres.
Accu-Chek: Em relação à falta de controle glicêmico, quais são os tratamentos recomendados?
O controle da glicemia deve abranger atividade física, medicação correta e alimentação balanceada. Dessa forma, a pessoa com diabetes terá mais resistência física também para um bom desempenho sexual.
Accu-Chek: Como o casal pode solucionar os problemas?
O casal precisa conversar para expor abertamente todas as dificuldades. Por isso, o diálogo precisa ser franco e direto, sem nenhum tipo de adivinhação.
Accu-Chek: Qual a mensagem você pode dar para as pessoas terem um relacionamento sexual saudável?
A questão é resolver tudo no diálogo para solucionar qualquer tipo de problema.