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SIC, crianças e adolescentes: história de sucesso


Crianças e adolescentes estão sempre em movimento. Além dos compromissos com a escola, as brincadeiras são uma constante nessa fase inicial da vida, e é comum que os horários das refeições sejam trocados por atividades como partidas de queimada, peladas e mesmo longas sessões de videogame. Muitas pessoas também começam a praticar um esporte nessa idade, uma vez que os pais vêem nisso um meio de garantir uma boa saúde aos filhos. A prática esportiva na infância previne doenças na fase adulta, além de ajudar a aumentar a auto-estima e o senso de disciplina e organização.

Para crianças e adolescentes com diabetes, as constantes aplicações de insulina injetável podem ser um incômodo em meio a tantas atividades. Além disso, os pais também podem passar por apreensões, uma vez que sempre há a preocupação de que os filhos recebam as doses adequadas nos horários corretos. Nesse sentido, a utilização do sistema de infusão contínua (SIC) representa uma mudança radical. Com o dispositivo, não há mais necessidade das várias injeções diárias. Os próprios pais podem aprender a programar o aparelho, tendo a certeza de que os filhos não enfrentarão problemas durante o dia. “O grande medo dos pais é a hipoglicemia. Com o SIC, esse risco cai, porque a insulina basal é injetada em pequenas doses, de acordo com o ritmo de vida do paciente. Assim, os pais não se preocupam mais quando a criança ou adolescente vai para a escola”, diz a Dra. Mônica Gabbay, endócrinopediatra do Centro de Diabetes do Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Na instituição, ela atende 25 crianças e jovens que utilizam o SIC. Em seu consultório, são mais nove.

Segundo a médica, com o SIC, muitos chegam a acreditar que estão tomando insulina a cada dois dias, por não perceberem que a administração está acontecendo aos poucos. Ela também explica que o aparelho pode ser usado sem receio durante as brincadeiras, e até mesmo na prática de esportes. “O sistema não limita a criança e o adolescente”, defende.

A Dra. Mônica esclarece que não há contra-indicações ao uso do SIC. O único possível empecilho seria a dificuldade que algumas pessoas têm de fazer contas. Essas contas são importantes para que a pessoa consiga determinar a quantidade de insulina necessária para a porção de alimento que pretende comer. O método é chamado de “cálculo de insulina por carboidrato ingerido”. “Por esse motivo, ensino os pacientes a fazer essas contas”, afirma ela.
Confira, a seguir, algumas histórias que demonstram como o SIC melhorou a qualidade de vida de um adolescente, um bebê e uma criança.

Nas quadras
André Zaia Manzano, 15 anos, pratica tênis desde março de 2007. Em poucos meses, passou de mero iniciante a membro da Federação Paulista de Tênis, posição que conquistou em agosto do mesmo ano. E no primeiro semestre de 2008, conquistou o primeiro lugar no ranking da Federação. Atualmente, recebe patrocínio da Roche e treina quatro horas por dia no Tênis Clube São Caetano, na Grande São Paulo.

O diabetes apareceu na vida do jovem atleta aos 12 anos de idade. Durante quase três anos, Manzano realizou o tratamento com as injeções de insulina. Há poucos meses, passou a usar o SIC. “Fiquei contente por não ter mais que tomar várias ‘picadas’ todo dia”, comenta.

Ele também diz que, com o sistema, a administração da insulina ficou muito mais rápida e a alimentação, mais simples. “Agora, posso comer muito mais do que antes e não esperar tanto tempo entre as refeições. Antes, tinha que tomar a insulina e agüentar uma espera maior”, diz o tenista.
Manzano treina com o SIC. Ele afirma que seu desempenho nas quadras não é prejudicado, uma vez que utiliza uma pequena bolsa para que o aparelho não caia no chão. O tenista conta que o sistema facilita os treinos, pois ajuda a manter o nível glicêmico estável durante a atividade.

“Se não utilizasse o SIC, teria que preparar as injeções de insulina previamente, e ficaria em dúvida sobre o estado da minha glicemia enquanto jogo. Isso iria atrapalhar a parte psicológica, pois não conseguiria manter o foco no treino”, afirma Manzano, que faz monitorizações antes e após o treino. “No total, faço de quatro a seis por dia”, finaliza.

Engatinhando
A técnica de hemoterapia Telma Marques, 38 anos, moradora da capital paulista, teve o pequeno Arthur em fevereiro deste ano. Ela e o marido descobriram o diabetes do filho quando esse tinha 44 dias de vida. “Percebi que ele estava ficando quente, e pensei que fosse apenas uma febre”, conta Telma. “Os médicos disseram que o problema era uma inflamação na garganta, e prescreveram medicamentos para isso. No terceiro dia, o Arthur começou a ficar desidratado”, relata ela.
No hospital, os exames indicaram o diabetes. “O médico perguntou se alguém na minha família tinha a condição. Disse que não, e ele comentou que a glicemia de meu filho estava em 1.085mg/dl”, relembra.

Telma afirma que os médicos tiveram dificuldades em conseguir encontrar a dose correta de insulina, pois para o bebê, uma pequena variação na escala da seringa representava uma quantidade muito grande da substância.
Por meio dos médicos que cuidavam de Arthur, Telma entrou em contato com a Dra. Mônica Gabbay. Na consulta, a especialista falou sobre o SIC. “Foi com o aparelho que conseguimos iniciar o controle do diabetes”, diz.

O bebê permaneceu no hospital por 32 dias. Ao chegar em casa, tinha uma glicemia entre 390 e 470mg/dl. “Hoje, mantemos um parâmetro de 70 a 200mg/dl. Em alguns dias, caía muito, e em outros, havia hiperglicemia, devido à compensação. Mas agora, estamos conseguindo um bom resultado”, explica.

Na fase inicial de utilização do SIC, o médico vai fazendo os ajustes necessários de acordo com as variações do organismo do paciente. É possível descobrir quais os alimentos ou quais situações em que o paciente tem hipo ou hiperglicemia e determinar o ajuste adequado. Até que o SIC seja ajustado corretamente ao metabolismo do paciente, existe um aprendizado sobre o comportamento do organismo de cada indivíduo. Com o tempo, o controle metabólico do usuário de SIC passa a ser mais parecido com aquele de uma pessoa sem a condição.

Arthur, que está agora com 4 meses, passa por quatro ou cinco monitorizações por dia. No começo do uso do SIC, eram oito. O número caiu porque, por recomendação da Dra. Mônica, a alimentação do bebê passou a ser feita em intervalos de tempo maiores. “No começo, eram muitas monitorizações porque, além de corrigir normalmente a glicemia, tínhamos que fazer correções por causa das mamadeiras. Hoje ele não precisa de um volume tão grande”, comenta.
Além da alteração na freqüência, não houve outras mudanças na alimentação do bebê. Telma continua dando o mesmo tipo de leite para recém-nascidos que era servido no hospital. Ela conta que chegou a pensar em mudar o tipo do alimento, pois tinha impressão de que seria muito forte para o diabetes. “Mas a médica disse que não há necessidade, e que estamos conseguindo controlar a glicemia”, explica ela.

Arthur não parece estar se sentindo incomodado com o aparelho. A mãe diz que ele não mostra sinais de irritação nem de que o SIC estaria causando algum desconforto. A mesma tranqüilidade é desfrutada pelos pais. Telma acredita que, se Arthur estivesse utilizando as seringas de insulina, ela não teria a possibilidade de voltar ao trabalho, uma vez que cumpre horário em esquema de plantão. “O Arthur teria que passar pela injeção três vezes por dia. Acho que o SIC é menos trabalhoso”, conclui.

Brincando sem medo
Ana Beatriz Pizo, de 10 anos, descobriu que tinha diabetes aos três. Durante cerca de seis anos, fez tratamento com injeções de insulina. “As aplicações eram um grande incômodo”, conta sua mãe, Ana Cláudia Pizo, 28 anos.

Ela lembra que o SIC entrou na vida de Ana Beatriz há menos de um ano. Segundo Ana Cláudia, os benefícios para a criança são evidentes. “A alimentação dela mudou, ficou mais fácil. Agora, ela come e faz a glicemia. Em seguida, faz a contagem de carboidratos e administra a insulina com o SIC. Quando a glicemia começa a aumentar, trocamos a agulha”, conta a mãe, completando que com o sistema de infusão contínua, as monitorizações diminuíram: antes eram feitas de hora em hora, hoje são a cada duas horas.

O SIC não atrapalha as atividades diárias da garota. Ana Beatriz joga bola na escola e anda de bicicleta quando não está em aula, tudo isso sem retirar o aparelho. “No começo do uso do SIC, meu marido e eu ficamos com medo, mas vimos que não havia nenhum tipo de problema”, explica Ana Cláudia. Ela também conta que a vida escolar da filha ficou mais prática – e menos dolorosa. Até começar a usar o aparelho, a menina precisava tomar uma injeção de insulina antes de chegar à escola. Agora, é necessário apenas um toque no SIC.

Essas histórias de sucesso mostram que com o SIC o paciente tem uma excelente alternativa para o controle da glicemia e do diabetes como um todo, podendo desfrutar de uma qualidade de vida superior àquela oferecida por outras terapias. No site Accu-Chek há mais informações disponíveis sobre o SIC e o controle do diabetes.



Última modificação 21 novembro 2008