Diabetes: leme seguro
Desde junho deste ano, o endereço da francesa Maëlle Bocher, de apenas 12 anos, é o porto de Salvador, na Bahia. A menina viaja com seus pais, Christian e Christiane, que têm 40 anos de experiência como velejadores, e atracaram a primeira vez no Brasil há 20 anos. “Seguimos viagem, mas desde que deixamos o País ficamos com vontade de voltar. Gostamos muito do povo e do País”, lembra a mãe de Maëlle.
Passados tantos anos, os ventos finalmente o trouxeram de volta ao Brasil. A impressão que os pais tiveram do País confirmou-se em Maëlle. Ela gostou muito do que já viu do Brasil. “Estou adorando conhecer esse país maravilhoso. As pessoas também são sempre muito gentis comigo”. Além de Salvador, a família já visitou Itaparica e uma comunidade que vive próximo ao rio Paraguaçu. “Nosso objetivo é conhecer e compreender como as pessoas vivem. Não gostamos de ficar pouco tempo em um lugar. Em Paraguaçu, participamos de festas e do dia-a-dia das pessoas para saber como elas vivem. Foi uma troca de experiências.”
Ao falar assim, nem se desconfia que ela tenha diabetes tipo 1, que a acompanha desde os cinco anos. Além de não a desanimar, isso a motiva a continuar em alto mar. O Accu-Chek participa dessa aventura e dá todo suporte para os cuidados necessários. A menina revela que no veleiro há canetas de aplicação, lancetas, tiras para automonitorização e exame de urina, insulina, monitores de glicemia e até mesmo um telefone via satélite que os conecta ao serviço médico de emergência marítima de Toulouse, na França.
Antes de vir ao Brasil, a família morou um ano na África e a menina diz, que enquanto estiveram por lá, fizeram um trabalho voluntário no Senegal com a Associação do Diabético. “Queremos fazer o mesmo no Brasil com uma associação aqui de Salvador.”
A família vai aproveitar o Nordeste até dezembro, quando segue viagem rumo ao Rio de Janeiro, São Paulo e Santos. “Depois vamos para a Argentina. Deixaremos o veleiro no porto de Buenos Aires e vamos conhecer o país de ônibus.”
O balanço do veleiro não atrapalha Maëlle. Ela diz que já se acostumou e nem fica mais enjoada. “Sou capaz até mesmo de caminhar em linha reta com ondas pesadas e vento.” A frase traduz muito bem a filosofia de vida da pequena francesa.
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