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Comportamento

Depois de diagnosticado o diabetes, nosso desafio é manter um padrão de vida saudável. Mas não é tão difícil como parece.

Aqui você vai conhecer e se identificar com histórias de quem superou as dificuldades iniciais e hoje tem uma rotina completamente normal. Aproveite para adotar dicas de alimentação e hábitos melhores. Novas descobertas são sempre bem-vindas.

Pequenos gestos fazem diferença para o bem-estar dos pequenos

Conforme diz Dalai-Lama no Livro da Sabedoria, “o sucesso da nossa vida e do nosso futuro depende da nossa motivação e determinação, ou confiança em nós mesmos. Através de experiências difíceis, a vida às vezes ganha maior significado. Uma pessoa que passou por experiência de privações consegue enfrentar problemas com mais firmeza do que quem nunca passou por sofrimento. Portanto, visto por esse ângulo, um pouco de sofrimento pode ser uma boa lição para a vida”.

Passar por experiências difíceis faz parte da vida de qualquer ser humano, muitas vezes geram estresse, insegurança, angústia e ansiedade. Uma dessas vivências é relatada por Marcella Fernandes, advogada e mãe da Gabriella de 4 anos, com diabetes tipo 1 desde os dois anos.

“Apesar de o irmão da Gabriella ter diabetes tipo 1, diagnosticado quando tinha nove anos, as chances de desenvolver eram de 5%, segundo os médicos. Assim mesmo, com a detecção rápida da condição, já que identificamos os sintomas, senti o meu chão cair e fomos direto para o hospital, onde minha filha ficou 10 dias internada. Lá, recebi uma enxurrada de informação e aprendi a aplicar insulina”, conta Marcella.

“No início era um verdadeiro pesadelo aplicar insulina, porque a Gabriella se debatia, chorava, gritava. Quem ouvisse da rua, pensava que estávamos batendo nela. Nesses casos, sempre pedia auxílio para mais uma pessoa para que eu pudesse aplicar. Com o tempo, aprendi a injetar a insulina e, este ano, minha filha começou a aceitar as aplicações sem se debater”, diz Marcella.

O diagnóstico de uma criança pequena com diabetes é mais difícil, pois o susto é maior. A criança não consegue se comunicar direito e os pais precisam aprender sobre diabetes e aplicação de insulina de forma bem rápida. Dra. Bibiana Prada de Camargo Colenci, endocrinologista do município de Botucatu, interior de São Paulo, relata algumas dicas aos pais:

  • Os pais devem primeiramente ter ciência que o diabetes tipo 1 não tem prevenção e não tem culpado. Não há atualmente métodos para prevenir o desenvolvimento desta situação. Portanto, nada de achar culpados.

  • Os pais têm de ter cumplicidade. Muitas vezes quando uma criança desenvolve diabetes tipo 1, os pais que não têm cumplicidade entre si frequentemente se separaram. Infelizmente as crianças podem se sentir culpadas pela situação. Juntos, os pais auxiliarão melhor a criança.

  • A informação é a melhor arma para manter o diabetes sob controle. Portanto, os pais devem estudar e buscar informação continuamente sobre a condição. Discutir com o endocrinologista as opções terapêuticas, aprender a contagem de carboidratos, atualizar-se e envolver-se.

  • Divulgar as informações aos parentes e pessoas próximas às crianças. O que vejo é que muitas vezes as avós que não entendem sobre diabetes acabam atrapalhando o controle glicêmico (seja oferecendo alimentos ricos em açúcar, superprotegendo a criança ou pulando os horários de automonitorização) por simples falta de informação, negação ou mesmo na tentativa de reduzir a problemática. Por isso, toda pessoa que tiver contato com esta criança deve entender sobre o diabetes e cooperar com o tratamento. É importante envolver toda família.

  • Conhecer outros pais com pequenos com DM1 ajuda a tirar dúvidas e tem a utilidade de apoio em momentos difíceis.

Além dessas sugestões, Dra. Bibiana explica outra dica importante, principalmente para as crianças que têm receio de agulha. “Se os pais tratarem o controle do diabetes como algo habitual, a criança aprende que as “picadas” são naturais para ela. Por isso, manter uma atitude positiva conduz a criança a uma sensação de segurança e aceitação. Às vezes, um dos pais pode se auto-aplicar a “insulina” para que a criança veja. Da mesma forma, podemos ter um boneco de pelúcia com o qual a criança brinca de aplicar insulina”.

“Se a criança está triste por causa das aplicações de insulina ou da automonitorização, tente alguma distração, como pedi-la para segurar seu brinquedo preferido. Depois do procedimento, dê um beijo ou um abraço e continue o dia de forma habitual. Outra dica é proporcionar a convivência com outras famílias que têm crianças com diabetes. É uma forma saudável de mostrar que ela não é a única a ter de utilizar agulha”, sugere Dra. Bibiana.

Cuidados com hipoglicemia e com a ida para a escola

Como as crianças não identificam os sintomas de hipoglicemia, a atenção dos pais é redobrada, como afirma Marcella: “identifico a situação quando a Gabi fica branca, chora sem motivo, fica molinha, sem força. Por isso, hoje faço teste de glicemia cinco vezes ao dia”.

Dra. Bibiana comenta o caso, “hipoglicemia nessa idade é difícil de perceber, pois as crianças não conseguem se comunicar. Porém, há alguns sinais que podem sugerir essa situação: irritabilidade, sono agitado, sonolência, olhar fixo, palidez, sudorese ou simplesmente você percebe que a criança não está se sentindo bem. É sempre importante deixar o glicosímentro ao alcance para realizar o exame. Deve-se ter em casa o kit com glucagon, hormônio que faz a ação oposta da insulina, aumentando os níveis de glicose no sangue para emergências de hipoglicemias”.

Na escola, há outros desafios, pois é necessário transmitir as informações corretas para os professores. “Minha filha entrou na escola este ano e se adaptou bem. Antes fiz uma reunião com as professoras, entreguei uma apostila que preparei sobre diabetes, ensinei a manusear o glicosímetro e o que fazer no caso de hipoglicemia. Hoje a professora cuida direitinho. Se tiver atividade física antes do lanche, peço para que fiquem de olho na minha filha e realizam o teste de glicemia. A Gabi sempre leva um kit de insulina, glucagon e biscoito. Além disso, estou sempre perto, caso haja necessidade da minha presença”, enumera Marcella.

Segundo Dra. Bibiana, “em relação aos pais, habitualmente há o temor que outros adultos não darão conta de ajudá-los no tratamento, principalmente quando a criança vai para a escola. Procure o diretor da escola e reúna-se com ele e com o professor de classe para elucidar pontos importantes, como sintomas de hipoglicemia, hiperglicemia, ida ao banheiro fora de hora e lanches necessários para seu filho. Tente manter contato constante com o professor para auxiliarem-se mutuamente”.

Por isso, Dra. Bibiana elucida mais alguns pontos. “Crianças a partir dos três anos de idade desenvolvem a necessidade de ganhar confiança e ousar a cumprir tarefas mais difíceis mesmo que nesta idade ainda falte o controle fino e desenvolvimento cognitivo necessários para se tornar autônomo no controle do diabetes. Mas é importante que nesta fase elas participem das tarefas mais simples, supervisionadas por um adulto, como colocar o sangue na tira, preparar a insulina etc. Quando começarem a contar números, podem familiarizar-se com a contagem de carboidratos. O envolvimento no tratamento é essencial nesta fase para se tornarem adolescentes e adultos independentes e seguros”.

“Sempre digo aos pais dos meus pacientes: ‘seus filhos são saudáveis’. Podem e devem viver a vida, descobrindo a felicidade de ousar e aprender. Eles poderão ter uma vida normal, fazer de tudo: casar, ter filhos, trabalhos, viagens e vivenciar experiências. Cabe aos pais ajudá-los a desenvolver auto-estima, segurança, responsabilidade e disciplina. Assim serão adultos independentes e felizes”, finaliza Dra. Bibiana.

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