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Estudo indica que o adoçante deve ser evitado de ser consumido, quando aquecido! Leia mais aqui!

Sucralose – o que devemos saber O sobrepeso e a obesidade deixaram de impactar as pessoas apenas pelo aspecto visual, pois o que está em jogo não diz respeito somente à vaidade, mas se tornou um sério problema de saúde pública. A obesidade é uma doença crônica, resultante do acúmulo de gordura no organismo, geralmente causada por um consumo excessivo de calorias na alimentação, superior ao valor usado pelo mesmo para a sua manutenção e realização de atividades do cotidiano, ou seja, essa doença acontece quando a ingestão alimentar é maior que o gasto energético correspondente. Também pode...

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250mg/dl ou mais de glicemia. Faço ou não atividade física?

É muito comum encontrarmos profissionais de saúde, que recomendam não iniciar a atividade física se a pessoa com diabetes estiver com glicemia acima de 250mg/dl. Mas o que realmente ocorre no corpo se o praticante estiver com esta taxa? Somente este valor é o indicativo para que a pessoa não se exercite? Para responder a estas perguntas, o Portal De Bem com a Vida entrevistou a educadora física e especialista em diabetes, Sonia de Castilho, que inclusive enviou artigos daAmerican Diabetes Associatione as últimas diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes. A educadora relata os riscos de uma pessoa iniciar os exercícios com glicemia maior de 250 mg/dl acrescida de corpos cetônicos. “A atividade física de maior intensidade pode elevar a glicemia, graças à ação dos hormônios contrarreguladores da insulina (adrenalina, por exemplo). Se a pessoa está com a glicemia descontrolada (hiperglicemia continuada), pode apresentar cetona no sangue, com o risco de entrar (ou já estar) em cetoacidose. E o exercício pode exacerbar os riscos, principalmente nos pacientes com diabetes tipo 1, pois pressupõe falta de insulina (exercitar-se sem insulina). Daí usava-se o número (250mg/dl) como um parâmetro para não se correr riscos”. Para detalhar mais esta temática, Sonia explica o processo. “A atividade física vai exacerbar a quebra de gordura já intensificada pela hiperglicemia continuada. Os resíduos dessa quebra de gordura (chamados de corpos cetônicos) vão para o sangue, que se torna mais ácido (daí cetoacidose). Ou seja, o exercício pode agudizar a entrada de cetonas no sangue e predispor e/ou agudizar a cetoacidose, que por si só já é uma situação de risco. E aí está o “X” da questão: uma pessoa com cetoacidose não pode se exercitar porque está doente, em uma situação de risco que pode até levar ao coma. Da mesma forma que não vai se exercitar se estiver com pneumonia. Mas uma pessoa com uma glicemia pontual de 250, 300, 350 mg/dl não está doente. E se não está em cetoacidose, o exercício pode até ajudar”. Se a pessoa começar a atividade, ela precisa ficar atenta à intensidade. “Em geral (nada é regra quando se trata da resposta glicêmica ao exercício), atividades leves e moderadas tendem a fazer a glicemia cair. Já atividades de alta intensidade tendem a fazer a glicemia subir (lembrando sempre que depois do exercício pode haver uma queda – hipoglicemia tardia)”, alerta a educadora. Para comprovar estas informações, Sonia cita o que os últimos estudos da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e a American Diabetes Association(ADA) dizem a respeito. “Nas recomendações de 2004 e 2006, a ADA já falava em evitar exercícios com 250 mg/dl apenas na cetoacidose. E acima de 300 mg/dl, sem cetona, fazer o exercício “com cautela”. Nas recomendações de 2010 e 2011, a ADA diz que a hiperglicemia isolada não é motivo para se suspender ou evitar a atividade física. Nem chega a citar os 250 mg/dl. Fala em “hiperglicemia” e recomenda, apenas para o paciente com diabetes tipo 1, que na presença de cetona evite exercícios intensos. Ou seja, mesmo no caso de cetose, a recomendação não é evitar o exercício e sim fazer uma atividade leve. Na recomendação de 2014 para paciente tipo 1, a recomendação fala em evitar exercícios intensos na presença de cetona e hiperglicemia SEVERA. As diretrizes da SBD 2013-2014 falam que, na ausência de cetose, realizar exercícios com cautela ou fazer correção”. Para saber se estamos com cetoacidose, o melhor seria fazer o teste para verificar a presença de cetona. “Na falta dele, basta observar-se. Primeiramente, pensar em como esteve a glicemia nos últimos dias. Ficou alta direto? A sede aumentou? A fome também? Outra coisa é a disposição: quem está em cetoacidose sente um grande mal estar. Muito, muito cansaço, exatamente porque não tem energia (a glicose não está indo para as células para gerar energia). Tem ainda o hálito cetônico (parecido com maçã podre)”, alerta Sonia. No caso do paciente apresentar esta glicemia mais alta, a educadora comenta os cuidados. “Se o indivíduo estiver se sentindo bem, pode seguir com o treino, mas é recomendável evitar atividades muito intensas. O ideal também é que, nesse caso, faça nova ponta de dedo em 15 ou 20 minutos para verificar o comportamento da glicemia durante o exercício. Caso a glicemia suba, melhor interromper o treino. Importante também é não se esquecer da hidratação. Outra dica é começar o treino com a atividade aeróbia para evitar que a glicemia suba mais. Desde que seja de fato uma atividade aeróbia. Uma corrida intensa, por exemplo (85%-95% da frequência cardíaca máxima), já não é mais uma atividade aeróbia. Vale lembrar que um treino leve de musculação ou hidroginástica também pode ser indicado”. Por isso, Sonia recomenda a prática de atividade física lembrando que “o exercício reduz a glicemia porque os músculos consomem glicose para gerar energia para o movimento. Algumas pessoas, quando começam a praticar uma atividade física, têm hipoglicemias intensas e frequentes, porque o corpo não está acostumado àquele movimento e, portanto, àquele consumo de glicose. Outras pessoas, também sedentárias, quando começam a se exercitar, podem ter aumento da glicemia durante a prática. Isso acontece normalmente porque aquele exercício praticado tem uma intensidade alta para aquela pessoa. Com o tempo, o corpo se acostuma ao esforço e a glicemia se estabiliza. Nos dois casos, com a prática regular, a glicemia tende ficar mais baixa continuamente (efeito crônico)”. Assim, nada melhor do que se conhecer e se monitorar mais para realizarmos a atividade física com segurança e conhecermos os seus efeitos.

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Mudanças de rotina podem ser positivas para o controle da glicemia

Férias, viagens, mudança de rotina. Este pacote parece muito agradável para todas as pessoas que querem descansar, mas será que elas vão conseguir literalmente descansar se resolverem viajar ou inserir inúmeros programas nas férias? Escolher viagens de muitas horas de avião, carro ou outro meio de transporte, para algumas pessoas, a mudança de rotina pode ser bem cansativo, inclusive se a pessoa optar por conhecer vários lugares e ficar o dia todo perambulando por pontos turísticos. Emerson Bisan, educador físico, comenta sobre o que ocorre no corpo. “Nem sempre quando mudamos de rotina ficamos mais cansados, mas o fato de mudarmos o horário de dormir, acordar, almoçar e outras atividades rotineiras faz alterar nosso metabolismo. O maior gasto calórico dependerá da rotina dos dias em que não estão em férias e é lógico que uma pessoa que passa o dia atrás de um computador sofrerá um gasto energético muito mais do que o normal mesmo andando em um museu, já para um carteiro andar em um museu será uma moleza”. Algumas pessoas com diabetes comentam que a glicemia tende a reduzir nestes dias. “Existem vários fatores que a mudança de rotina pode alterar a glicemia, desde os horários das refeições, velocidade com que mastiga os alimentos, tempo para fazer as coisas andando ao invés de carro, horas de sonos, até mesmo os níveis de estresse podem mudar o seu sistema energético para mais ou para menos”, esclarece Emerson. O educador ainda complementa, “teoricamente, a falta de estresse não altera significativamente os hormônios que atrapalhariam o controle glicêmico, mas quanto ao humor somente o fato de não sofrer as pressões do dia a dia já tem uma explicação para relaxar e até a fisionomia mudar”. Mas é importante que se a pessoa com diabetes programar passar o dia em um parque ou visitar diversos lugares em um dia só, Emerson alerta “o aumento na frequência de testes quando a rotina muda é a principal recomendação e portar uma forma de açúcar de rápida absorção em casos de hipoglicemias”. Caso a pessoas se interesse em manter a atividade física, Emerson vê com bons olhos. “O ideal é sempre praticar atividade física, seu corpo não entende que está de férias e precisa manter um dos pilares do tratamento do diabetes que é com atividade física mesmo que seja em quantidade e intensidade menor que a rotineira”.

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Aplicativo Endomondo

Aplicativo Endomondo ajuda as pessoas com diabetes a praticarem atividade física Em 2008, foi lançado um aplicativo estimulador da atividade física que pode ajudar muito o paciente com diabetes. Neste ano, o Endomondo ganhou as graças no Brasil e há muitos praticantes utilizando. A invenção tem a versão mais simples, que é gratuita, e a versão mais sofisticada, que é paga. Ambas podem ser utilizadas em smartphones com plataformas Android, BlackBerry, iOS, Symbian e WinMo. O aplicativo consiste em uma comunidade de esportes que rastreia os treinos, analisa o treinamento e interliga os amigos do praticante. Ele pode ser baixado em várias línguas, incluindo o português. Já o site existe nas versões em inglês, espanhol, polonês, francês, alemão, italiano e dinamarquês. “O Endomondo pode ser utilizado em 58 modalidades esportivas, dentre elas caminhadas, badminton, cadeiras de rodas, entre outras. Esta criação informa o tempo, a distância percorrida, as condições para tomada de decisões, a partir da análise dos dados que mostram como melhorar performance, monitorar percurso e determinar momentos de troca de percurso (ida e volta), a fim de determinar o ritmo a ser tomado em  momentos específicos”, relata Dr. Edson Perrotti. “Para pessoas com diabetes, o aplicativo dá a estimativa de gasto calórico e de necessidade de consumo de água, calculado pela ferramenta com base em tempo, distância e localidade em que a atividade física é realizada. Isso facilita muito a avaliação pelo portador de diabetes acerca das quantidades de insulina e/ou medicamentos a serem utilizados, bem como as quantidades de alimentos/calorias a serem ingeridas antes, durante e após a realização das atividades físicas”, detalha Dr. Perrotti. As estatísticas fornecidas pelo Endomondo ficam armazenadas no site e podem ser acessadas pela internet, mas não podem ser baixadas para o computador pessoal.  “As comunidades com amigos podem ser montadas a partir de contatos do Facebook, Gmail, Yahoo, email e outros contatos cadastrados em telefone, por exemplo. Mas também é possível entrar na opção ‘desafios’ lançado pelo endomondo, em que pessoas de todo o mundo participam do mesmo desafio. Ao término da prova, cada um recebe a sua colocação em comparação com todos os outros participantes, o que não deixa de ser uma nova comunidade temporária, com pessoas até então desconhecidas”, explica o endocrinologista. Além disso, o aplicativo é motivador. “Pode-se ouvir a quilometragem a cada quilômetro conquistado, eventualmente pode-se programar e receber mensagens de incentivo que serão mencionadas ao longo de uma atividade, ao final de cada treino/atividade realizados. Os dados são imediatamente postados em redes sociais como o Facebook, por exemplo. Após algum tempo, pode-se rever os percursos percorridos e as distâncias mês a mês, obter a distância total percorrida e informações sobre calorias gastas. Todos esses fatores são bastante estimulantes”, elucida Dr. Perrotti. Para baixar o aplicativo acesse: Iphone: Clique Aqui ou Android:  Clique Aqui  

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Confira as dicas ao executar um treino de alta performance aqui!

Atletas Olímpicos e a Qualidade de Vida Winston Boff * A prática de exercícios de alta performance proporciona inúmeros benefícios aos atletas, tais como: o reforço da musculatura, principalmente a exigida pelo exercício, melhora a disposição física para as atividades diárias, promove a aceleração do metabolismo e com isso, ajuda na perda de peso, reduz o colesterol ruim (LDL), previne a osteoporose e o diabetes, controlando a produção de insulina, colabora na liberação de endorfina, responsável por diminuir a ansiedade e os efeitos do estresse, melhorando indiscutivelmente a qualidade do sono, tornando-o mais reparador. Outras ações benéficas aos praticantes de exercícios regulares dizem respeito ao controle da pressão arterial, ao aumento da libido e melhora da performance sexual, pois atua na autoestima, proporcionando equilíbrio da saúde mental. Porém, como todo excesso pode causar danos, a regra também se aplica à prática de esportes; o treino exaustivo pode provocar desequilíbrios hormonais e lesões musculoesqueléticas e articulares como contusões, luxações, tendinites, entorses e até mesmo levar a fraturas ósseas. Para evitar tais malefícios, recomendo como profilaxia que a pessoa se exercite pelo menos quatro vezes por semana, adotando exercícios aeróbicos, com uso de peso, alongamentos, divididos adequadamente. Não podemos deixar de mencionar que a atividade física é delimitada pelo prazer e pela dor. O treino sempre deve ser feito pelo educador físico de forma personalizada, que leva em consideração fatores como: idade, motivação, aptidão e o biotipo. O resultado será benéfico se o praticante realizar as atividades com regularidade. A prática de exercícios de alta performance, como é característica dos atletas, parece acelerar o processo do envelhecimento. Segundo dados encontrados na literatura, este processo parece ser mediado por vários fatores, dentre os quais a produção acelerada de radicais livres e a redução da liberação de endorfinas. Sabemos que o processo de envelhecimento orgânico inicia aos 25 anos de idade, principalmente notado na pele, pela alteração da cor e da textura, com o aparecimento de rugas e flacidez.  A exposição aos raios solares, vento, poluição, agentes químicos acelera o envelhecimento. A prática de atividade física aumenta o fluxo sanguíneo, tornando a cútis com mais brilho e vitalidade. Além disso, a prática de esportes aumenta a força muscular, proporcionando maior equilíbrio e flexibilidade; interfere positivamente na atividade neuronal, circulatória e cardiopulmonar. Pessoas com diabetes mellitus que pretendem se tornar atletas de alta performance precisam além de muito treino e dedicação, se ater com especial atenção à alimentação, onde a mesma deve obedecer ao consumo de carboidratos, representando cerca de 60% a 70% do total de alimentos ingeridos, os quais deverão ser consumidos de forma balanceada durante o dia e principalmente após a atividade física. Já, o restante dos nutrientes, deve ser dividido entre proteínas (15% a 25%) e lipídios (30%). As proteínas têm papel fundamental no metabolismo corporal, contribuindo para a contração muscular, produção de anticorpos, bem como a contração e expansão dos vasos sanguíneos com a finalidade de manter a pressão arterial normal. Os atletas devem ainda consumir alimentos ricos em antioxidantes naturais como vegetais, frutas, leguminosas, cereais, hortaliças, que combatem os radicais livres e acima de tudo ingerir bastante líquido antes de sentir sede, lembrando que quando há vontade de beber água, o corpo pode estar levemente desidratado, fator que pode prejudicar a performance do atleta. Durante os treinos, o indivíduo deve ingerir bebidas isotônicas com carboidratos para manter o equilíbrio da glicemia e repor os fluidos perdidos com o suor. Na fase de treinamento, a alimentação precisa ser balanceada para atender as necessidades de energia e nutrientes, conforme a modalidade praticada. O horário e tipo de alimentos que compõem as refeições precisam ser ajustadas em função do tipo de treinamento e pela contagem de carboidrato. No dia da competição, as refeições devem ser de fácil digestão, rica em carboidratos e com menor proporção de proteínas e gorduras, consumidas com intervalo de aproximadamente três horas, para que a digestão seja completa. *Winston Boff é educador físico, com Mestrado em Ciências do Movimento Humano pela Universidade Estadual de Santa Catarina e Doutorando em Medicina Interna na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.  

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Você sabe o que é um pedômetro? Confira dicas para utilizar esta ferramenta em seu treino!

Informações sobre o uso do Pedômetro Emerson Bisan* Pedômetro é um equipamento (medidor de passos por sistema pendular) usado em campanhas de incentivo à prática de atividades informais, adotando como referência a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que estabelece 10.000 passos por dia, o padrão para sair do sedentarismo. Leonardo da Vinci imaginou um pedômetro mecânico como um dispositivo para aplicações militares. Em 1780, o suíço Abraham-Louis Perrelet criou o primeiro pedômetro que media os passos e a distância percorrida durante a caminhada, baseado em um mecanismo de 1770 que tinha por finalidade alimentar um relógio automático. Thomas Jefferson introduziu nos Estados Unidos a versão mecânica, modelo originalmente francês. Em 1965, foi comercializado no Japão pela Y. Hatano o pedômetro Manpo-kei (que significa “10.000 passos” em japonês) e a partir de então muitas pesquisas foram realizadas neste país e chegou-se à conclusão de que 10.000 passos por dia são considerados como atividade física, sendo um ponto de equilíbrio para que a ingesta e o gasto calóricos mantenham um corpo saudável. Hoje sabemos que os 10 mil passos diários representam a movimentação mínima para gerar o mínimo de lastro para proteger o organismo de doenças ligadas ao sedentarismo e se respeitarmos a intensidade, teremos consideráveis ganhos de massa magra, aumento da resistência, gasto calórico, equilíbrio da digestão, dentre outros. Atualmente, a tecnologia mundial utiliza os mais variados recursos com o aparelho telefônico móvel (celular); utilizado como ferramenta de controle de distância inserido nos aparelhos que não possuem GPS, o pedômetro é capaz sem sinal algum de internet ou GPS de marcar a distância percorrida e com a imputação do peso corporal, calcula uma boa estimativa de gasto calórico. Na verdade, é uma ferramenta utilizada por entusiastas de tecnologia voltada ao exercício, onde consegue prever o número de passos ou gasto calórico em uma caminhada ou corrida, mas em contrapartida apresenta uma perda elevada de precisão em relação aos aparelhos de cronometragem e medição de distâncias. Alguns modelos de pedômetro contam com o ajuste de imputação da estatura, tamanho da passada, idade e peso. Mas para fazer essa estimativa, é importante termos a consciência de que a fidelidade desses dados nem sempre é tão precisa. É bom esclarecer que a quantificação de exercícios diários para a prática de atividade física é muito individualizada e as referências no Brasil são baseadas em diretrizes, que recomendam que 150 minutos por semana em intensidade ligeiramente cansativa são suficientes, para a prevenção de doenças ligadas ao sedentarismo. *Emerson Bisan é educador físico e técnico na Nova Equipe, Assessoria Esportiva.

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Não é todo tipo de atividade física que promove o emagrecimento! Confira as dicas aqui!

Atividade Física e a Redução do Peso Corporal – A Ciência Responde Vários estudos foram feitos para testar a eficácia das diversas modalidades esportivas na redução do peso corporal. Há pesquisadores que defendem a tese de que os exercícios com maior predominância aeróbica (caminhada, corrida, natação, ciclismo, dentre outros) proporcionam maior redução no peso corporal, enquanto que outros se apoiam na teoria de que as modalidades anaeróbicas (musculação, força, alta intensidade) sejam as responsáveis pelo maior gasto calórico. Existem ainda autores que comprovam que todos os tipos de programas de atividades físicas podem contribuir. Segundo o educador físico Winston Boff “nos dias atuais, acredita-se que o emagrecimento acontece pelo gasto calórico total da atividade, ou seja, incluindo a realização do exercício somada à recuperação orgânica. Devido a esse novo conhecimento, passamos a dar mais importância à intensidade do exercício, por aumentar o gasto energético durante a recuperação do organismo, totalizando um maior gasto calórico durante as 24 horas do dia, facilitando dessa forma a perda de peso e melhorando o condicionamento físico”. “Devemos saber diferenciar a relação entre redução de peso e de gordura corporal que, na maioria das vezes são utilizadas como sinônimos de forma errônea. É possível reduzir a gordura corporal sem diminuir o peso quando ocorre ganho de massa muscular e ela pode ser superior ao peso de gordura reduzido, levando ao aumento no peso corporal total”, alerta Winston. William Ricardo Komatsu, educador físico da UNIFESP, assim esclarece “ A prática diária e regular de atividade física, realizada de forma moderada com frequência mínima de quatro vezes por semana, proporciona uma série de benefícios ao organismo, tais como: o controle da pressão arterial, redução dos níveis séricos de triglicérides e colesterol, ocasionando melhora na resistência à insulina e perda de peso. É bom que se esclareça que a maioria das pessoas procura praticar exercícios para a redução dos números na balança, mas muitas vezes não é isso o que ocorre. Nossa massa corporal total é formada músculos, ossos, vísceras; quando praticamos esportes, melhoramos a “performance” da musculatura, tornando o músculo mais rígido e desenvolvido (hipertrofia muscular) e com isso nos tornamos mais pesados na balança, mas com redução de medidas, fácil de perceber vestindo nossas roupas”. Hoje sabemos que para que ocorra redução de peso, um dos procedimentos necessários é aumentar a taxa do metabolismo basal, definida como um conjunto de reações químicas responsáveis pelos processos de síntese e degradação dos nutrientes da célula. E como isso ocorre? “A massa muscular tem influência direta no metabolismo. Quanto maior for o volume muscular, mais energia será necessária para a manutenção e reparo do mesmo durante períodos de repouso, ou seja, para que ocorra o desenvolvimento muscular será gasto alto nível de energia, mesmo quando estamos dormindo e com isso, emagrecemos. Em contrapartida, iniciamos o processo de envelhecimento aos 30 anos e se não nos exercitarmos, começaremos a perder massa magra. Com a perda dos músculos, diminuiremos o metabolismo basal e como consequência passaremos a “estocar” gordura no tecido subcutâneo e também nas vísceras (gordura visceral) ”, explica Komatsu. Por outro lado, a jornalista americana Júlia Belluz, especialista da área de saúde, fez uma análise com mais de 60 artigos científicos sobre exercícios físicos e perda de peso. A conclusão publicada no site de notícias Vox, revelou que, para quem quer emagrecer, a atividade física não é a melhor solução, já que muitas pessoas se alimentam mal por acreditarem que o hábito é reparado pelas horas extras de malhação. Tal conclusão abriu espaço a linhas de pesquisa que analisam o efeito rebote dos exercícios na alimentação, fazendo uma associação entre a prática de atividade física e a quantidade de alimentos consumidos. O estudo revelou que as pessoas tendem a aumentar o consumo de alimentos após o término dos exercícios – seja porque acreditam que a queima calórica proporcionada pela atividade foi suficiente para compensar o excesso na alimentação ou porque simplesmente sentiram mais fome. É como se as pessoas superestimassem o valor da atividade praticada e por isso se sentem no direito de comer mais sem culpa. Em última análise, esses estudos deixam claro que a combinação entre dieta balanceada e atividade física é essencial para a perda de peso e manutenção de corpo e mente saudáveis.  

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