Accu-Chek®

Tamanho do texto: Diminuir Aumentar

Bem-vindoLogin | Criar conta

Por favor, registre-se como usuário

Esqueceu sua senha?

Compartilhar Enviar por e-mail Imprimir

Escolha uma opção de compartilhamento:

Fechar X

Enviar esta página por e-mail

Todos os campos devem ser preenchidos.

Dica: para enviar para mútliplos endereços de e-mail, separe cada endereço de e-mail com uma vírgula.

Dr. Explica

Viver saudavelmente. É com isso que a Accu-chek se importa. Por isso, abrimos esse espaço para manter você muito bem informado.

Bem-estar é a nossa palavra-chave. No Dr. Explica, você encontra matérias e entrevistas interessantes sobre temas relacionados à saúde e diabetes, entre dicas, cuidados e nutrição.

Ultrapassar barreiras

Um pequeno riacho é calmo e relativamente inofensivo, mas vários riachos podem se agrupar e formar um poderoso rio de enorme força. Uma leve garoa é macia e agradável, mas quando unidas podem formar tempestades capazes de derrubar grandes prédios.

A mensagem acima é de um autor desconhecido, mas sintetiza muito bem como podemos lidar com o diabetes. Se não controladas, as taxas glicêmicas podem acarretar em inúmeras complicações.

Este foi o caso da Luciana Dotti Silva, advogada e psicóloga, 37 anos, 23 com diabetes tipo 1. Após o diagnóstico da condição, ainda em 1988, Luciana começou a comer compulsivamente e tomava muita insulina a fim de sintetizar o açúcar no organismo. “Fazia isso sempre escondida das pessoas, pois, há 23 anos, o tratamento se resumia a duas doses diárias de NPH. Só tomava a insulina rápida para corrigir índices muito altos”, conta.

Com o tempo, a jovem começou a engordar. Seis meses depois do diagnóstico, com 1,53m já pesava quase 70 kg. Recordou que havia emagrecido bastante meses antes do diagnóstico. “Decidi abandonar, temporariamente, as doses de insulina para emagrecer, sem deixar de comer tudo o que queria. Imaginava que depois de emagrecer, voltaria a utilizar corretamente a insulina. Doce, ou melhor, amargo engano. Emagreci, mas não consegui parar com o comportamento alimentar equivocado”, explica Luciana.

“Até tentava mudar este hábito, mas um simples erro na alimentação, uma simples hipoglicemia que exigisse a ingestão de alimentos açucarados, deixava-me completamente apavorada com a ideia de engordar. Mas não só isso, idealizava uma dieta hipocalórica que deveria seguir a risca, e um simples erro fazia com que voltasse a me alimentar erroneamente e, como consequência, a abandonar ou diminuir consideravelmente as doses de insulina. Tomava insulina apenas para me aguentar em pé. Por infinitas vezes, chorei ao deitar, com medo do futuro, desesperada com as consequências que chegariam se eu não mudasse de comportamento. Mas não conseguia mudar a forma de agir. Meu comportamento parecia ter se tornado um estilo de vida”, relata Luciana.

Dra. Claudia Pieper, coordenadora do Departamento de Diabetes e Transtornos Alimentares da Sociedade Brasileira de Diabetes, explica primeiramente o que é bulimia antes de comentar o caso de diabulimia de Luciana. “A bulimia ocorre em uma tentativa de compensação após a ingestão alimentar, sendo dividida em dois tipos: purgativa e não purgativa. A purgativa caracteriza-se pela prática de vômitos, uso de laxantes e/ou diuréticos. A forma não purgativa se caracteriza pela prática de atividade física excessiva objetivando também conseguir perder peso”.

“Já a diabulimia, na realidade, pode ocorrer devido a uma insatisfação com o peso adquirido quando se inicia uma insulinização mais intensiva, por parte das jovens com diabetes tipo 1. Com isso, como sabem que a hiperglicemia constante provoca perda de glicose na urina e emagrecimento, simplesmente passam a omitir ou a diminuir a dose de insulina que vinham fazendo. Outras vezes podem também forçar vômitos ou praticar atividade física excessiva”, acrescenta Dra Claudia.

Para a pessoa ser diagnosticada com esse transtorno, é importante que os pais e os profissionais de saúde estejam atentos aos sintomas, como busca constante de novas dietas, mesmo com visita periódica à nutricionista, dificuldade para aceitar as mudanças da dose de insulina propostas pelo médico, não querer se pesar nas consultas, passar muitas horas na academia e constatar hemoglobinas glicadas acima de 8.

Relato das sensações

“Como não conseguia parar com o comportamento alimentar errado, com o tempo, tornei-me uma menina brava, estressada, teimosa, deprimida e com auto-estima baixa. Além disso, esse comportamento afetava toda a minha vida, estudos, namoros, amizades e projetos. Busquei os mais diferentes médicos, mas todos eram categóricos em afirmar que eu era uma pessoa rebelde e que, se continuasse da forma como vinha agindo, iria me dar muito mal. Jamais escutei quaisquer deles falar que meu comportamento era comum a outras meninas. Pensava ser a única pessoa no mundo a fazer o que eu fazia. Fiz psicoterapia, durante anos, mas meus períodos de melhora eram sempre breves.

“As meninas com estes sintomas precisam de um acompanhamento multidisciplinar composto de endocrinologista, nutricionista, psicólogo e psiquiatra. O tratamento consiste em psicoterapia cognitivo comportamental, medicamentos quando necessário para tratar quadros de depressão ou ansiedade que muitas vezes acompanham o quadro de transtorno alimentar. A psicoterapia em família é recomendada para um tratamento mais efetivo”, afirma Dra. Claudia.  

Se não houver um tratamento, o transtorno repercute em várias áreas da vida. “No campo físico, pode causar quadros graves de desequilíbrio de sódio, potássio, cálcio e magnésio, além de problemas metabólicos, provocando descompensação aguda do diabetes como hipoglicemias severas, pela falta de alimentação adequada ou excesso de atividade física. Pode causar também arritmias cardíacas e desnutrição protéico calórica, além de atraso na puberdade e irregularidade no ciclo menstrual”, enumera Dra. Claudia.

No caso da Luciana, ela começou a enxergar uma luz no fim do túnel quando esteve na Associação Diabetes Brasil, em 2000, 12 anos após a descoberta da condição. “Participei de um grupo de jovens que me proporcionou conhecer uma menina que falou das mesmas dificuldades que eu tinha. Fiquei paralisada e emocionada. Descobri que eu não era a única do mundo a agir como eu agia. Nesse momento tive a oportunidade de me abrir e isso foi o começo de minha mudança.

“Além disso, conheci, neste mesmo encontro, um rapaz com diabetes com quem namorei e casei. A ajuda diária de uma pessoa, além de trabalhos nos quais passei a me envolver para ajudar pessoas com diabetes, foram fundamentais para a minha cura. Hoje, cuido do meu diabetes com tranquilidade, alimento-me normalmente e nunca mais engordei, apesar de algumas hipoglicemias severas assintomáticas. Minhas hemoglobinas glicadas no ano de 2010 foram inferiores a 7”, acrescenta Luciana. “Mesmo separada do meu marido, esse acontecimento não afetou meus cuidados com o diabetes. Hoje converso com diferentes meninas pelo mundo afora. Tenho constante troca de experiência que mostram as dificuldades e as necessidades que uma pessoa com diabulimia tem e são bastante comuns às demais pessoas que possuem o mesmo problema. Inclusive criei um grupo no Facebook denominado ‘diabulimia e diabetes’ para a troca de informação”, conta a advogada.

E como mensagem final, Luciana acrescenta seu relato: “a diabulimia exige uma abordagem diferenciada do paciente pelo médico e um acompanhamento psicológico diferente dos demais. Só consegui a cura quando tive acesso à troca de experiências, acompanhamento familiar e trabalho na área do diabetes. Por isso, é fundamental uma abordagem imediata, direcionada e participativa”.

Hoje, um dos objetivos da Luciana é auxiliar meninas, mulheres e familiares de pessoas que possuem diabulimia. A cura é possível e quanto antes o problema for tratado, mais fácil sair dele sem que as complicações do diabetes se instalem.

Dra Claudia também faz uma sugestão: “o importante é não desistir nunca. O diabetes assim como transtorno alimentar devem ser tratados por uma equipe multidisciplinar capacitada. Aliás, o apoio e o acompanhamento familiar são essenciais para resultados mais eficientes na cura desse distúrbio”.

Voltar ao topo

Manifesto pelo copo meio cheioManifesto pelo copo meio cheio

Veja como um olhar positivo sobre o diabetes pode transformar sua vida. Saiba mais.

Accu-Chek
Compromisso Público de Transparência da Roche

Esclarecimentos da Roche Diagnostica sobre o alerta do FDA.

Espaço De Bem com a Vida

Encontre aqui dicas atualizadas sobre diabetes e seu controle, ideais para alcançar bem estar em todos os momentos do seu dia. Clique e confira!

Esse site contém informações sobre produtos destinados a um público amplo e pode conter detalhes de produtos ou informações não disponíveis ou não válidas neste país. Nós não nos responsabilizamos pelo acesso a tais informações, que podem não estar de acordo com a legislação, resoluções regulatórias, registros ou uso neste país.